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O que é a Via Verde em Portugal? Como funciona e como pagar portagens
O artigo de hoje destina-se a todos os automobilistas que ainda não conhecem a Via Verde e pretendem mais informação sobre este serviço.
Depois de compreendermos o funcionamento das portagens em Portugal, hoje vamos explorar uma solução específica, bastaste útil para os condutores portugueses – a Via Verde.
O conceito Via Verde nasceu na Universidade de Aveiro em 1991, e começou a ser implementado em Portugal em 1995, tendo sido um conceito pioneiro na simplificação das viagens. A Via Verde surgiu como um sistema para pagamento de portagens, usado para evitar filas, mas, com o passar do tempo, tornou-se num serviço bastante mais completo. Atualmente, o sistema abrange estacionamentos, abastecimentos, restauração e carregamentos elétricos.
Neste sistema, é utilizada a tecnologia DSRC (Dedicated Short Range Communication), que se traduz numa comunicação de curto alcance altamente direcionada. Ou seja, o aparelho da Via Verde do seu carro tem de estar relativamente perto dos pórticos para a ligação de rádio bilateral entre ambos ser feita.

Ao longo deste artigo, a Seguropordias.pt vai explicar ao detalhe o que é a Via Verde, qual o preço da Via Verde em Portugal, como funciona o pagamento de portagens com a Via Verde e as classes de viaturas existentes.
Preço da Via Verde em Portugal: quanto custa e o que vai pagar
Como já referimos, a Via Verde passou por uma mudança nos últimos anos. Se antigamente o identificador Via Verde era focado exclusivamente para passar rapidamente nas portagens, sem necessidade de parar, hoje pode ser descrito como um serviço de mobilidade completo.
No modelo antigo, o cliente comprava o identificador Via Verde e este passava a ser seu. O serviço funcionava da seguinte forma:
Custo inicial do aparelho;
Sem mensalidades subsequentes: o aparelho era seu até avariar;
Poucos serviços associados: limitava-se a autoestradas e muitos poucos parques de estacionamento;
Manutenção do aparelho baixa: necessidade de substituir e comprar um aparelho quando a pilha acabasse, o que acontecia geralmente após 5 ou mais anos.
Já no modelo atual, a Via Verde utiliza planos de subscrição que estão divididos para se adaptarem à necessidade de uso do cliente. O identificador é disponibilizado em regime de aluguer incluído na mensalidade. Se avariar ou a pilha acabar, a substituição é gratuita. Os planos são os seguintes:
Via Verde Mobilidade: desenhado para clientes frequentes que querem utilizar vários serviços. O valor é de 1,25€/mês e inclui autoestradas, estacionamento, carregamentos elétricos, abastecimentos, drive-thru e ferries.
Via Verde Mobilidade Leve: planificado para clientes ocasionais que querem utilizar vários serviços. O valor é de 1,59€/ mês e apenas é debitado quando utilizado. Inclui os mesmos serviços que o plano Mobilidade.
Via Verde Autoestrada: para clientes que apenas usam autoestradas. O preço é 0,53€/mês e apenas se pode utilizar para pagar portagens.
Nestes planos, existe ainda o adicional Roaming, útil para o uso da Via Verde em estacionamentos em Espanha e em França. Por este extra, é cobrado 1,99€/ mês, quando ativado.
Se ainda tem um identificador que comprou no modelo antigo e ainda tem pilha, pode continuar a usá-lo. No entanto, a Via Verde tem feito campanhas agressivas de forma a acabar com o plano antigo de subscrição e migrar os clientes para os novos planos de subscrição, oferecendo benefícios na troca do aparelho. Por isso, quando o seu identificador antigo "morrer", já não conseguirá comprar um novo sem mensalidade, terá mesmo de escolher um dos planos atuais.
Como utilizar a Via Verde: como funciona e como passar nas portagens
Para comprar e utilizar corretamente a Via Verde, explicamos a seguir o que deve fazer:
Em primeiro lugar, terá de subscrever o plano que pretende em viaverde.pt.
Terá um espaço para associar o identificador à matrícula do carro e definir um método de pagamento;
Depois, avança e conclui o contrato digital. A Via Verde enviará o identificador, já pronto a usar, para a morada de residência;
Assim que o dispositivo lhe chegar, cole-o no para-brisas (na zona pontilhada junto do retrovisor);
Ao passar numa portagem escolha a via identificada com o “V” branco e fundo verde.
O sistema de portagens lê o identificador, emite um “bip” e dá um sinal verde que confirma que a transação foi registada. Caso apareça uma luz amarela ou dois bips é porque há um problema. A causa pode estar no método de pagamento associado (cartão caducado) ou na bateria do identificador a acabar. A luz vermelha identifica que o aparelho é inválido ou que não há contrato.
Classes de veículos nas portagens em Portugal: como identificar a sua classe
Independentemente da existência ou não de Via Verde, o valor a pagar será sempre o mesmo e depende da classificação dos veículos. Este sistema é frequentemente motivo de confusão para os condutores, uma vez que se baseia em critérios técnicos específicos: a altura do veículo medida ao primeiro eixo e o número total de eixos. Como é uma medida um pouco incomum e estranha aos condutores vamos resumir:
Classe 1: refere-se a motociclos e veículos ligeiros de passageiros com altura inferior a 1,10m no primeiro eixo.
Classe 2: refere-se a veículos ligeiros de passageiros ou mistos com 2 eixos e altura no primeiro eixo igual ou superior a 1,10m.
Classe 3: refere-se a veículos pesados ou carrinhas com reboque com 3 eixos e uma altura no primeiro eixo igual ou superior a 1,10m.
Classe 4: refere-se a veículos pesados de mercadorias ou autocarros com mais de três eixos e uma altura no primeiro eixo igual ou superior a 1,10m.
No entanto, e fugindo à regra geral, existe uma Classe 1 especial criada para não penalizar os SUVs modernos que costumam ser bastante altos e, por isso, entrariam na Classe 2. A regra é, caso utilizem a Via Verde pagam como os classificados na classe 1.
Para além destes, também os motociclos podem ser beneficiados pelo uso de Via Verde. Caso estes passem numa portagem com o identificador há um desconto de 30%, sobre o que seria o valor normal.
A classificação de portagem é, por isso, um fator determinante na escolha de um automóvel para quem utiliza as autoestradas com frequência. Optar por um veículo de Classe 2 implica um agravamento substancial no custo das deslocações de longa distância, tornando as viagens consideravelmente mais dispendiosas em comparação com a Classe 1.
Seguro auto por dias em Portugal
Se trocou a sua viatura e pretende continuar com a Via Verde saiba que é possível, e bastante simples. Basta ir ao site ou a uma loja Via Verde ou Ponto CTT e pedir apenas a troca de matrícula associada ao aparelho. Depois, basta colar o mesmo aparelho na nova viatura.
Se este for o seu caso, a Via Verde pode não ser o seu único problema. O novo carro precisa de um seguro imediatamente para que possa fazer a sua viagem. Não se deixe levar pelo mito que o seguro do antigo dono serve porque o seguro "morre" no momento da venda.
Por isso, se pretende uma solução imediata de seguro conte com a Seguropordias.pt. O nosso seguro temporário pode ser bastante útil para a viagem inicial de regresso a casa. Se o seu mediador habitual estiver encerrado pode encontrar no nosso seguro uma solução até conseguir o seu seguro definitivo. Escolha a duração pretendida (de 1 a 28 dias) e faça a viagem com a garantia de que está legal e protegido contra terceiros.
Autores
Gonçalo Meira
Um excelente profissional com formação em Ciências da Comunicação e um mestrado em Gestão da Comunicação e das Indústrias Criativas. A sua dedicação p... Más sobre Gonçalo Meira
Cláudia Lourenço
Licenciada em Gestão em 2022 pela Universidade do Minho, começou a trabalhar na empresa logo após a conclusão do seu estágio profissional, também ele ... Más sobre Cláudia Lourenço