Carros novos vão passar a ter limitador de velocidade

Já a partir de julho de 2022

segunda, 7 de fevereiro de 2022

A partir do dia 6 de julho de 2022, todos os novos carros que forem vendidos passarão a dispor de um sistema que limita a velocidade a que circulam.

Esta nova regra, que já foi lançada em 2019, será aplicada a todos os veículos dentro da União Europeia.

O limitador de velocidade, cujo nome oficial é assistente inteligente de velocidade (AIV), terá de ser implantado por todas as marcas fabricantes de automóveis nos seus modelos.

O objetivo desta nova medida é claro: reduzir ao máximo o número de acidentes e mortes nas estradas europeias.

A meta oficial é baixar 20% o número de mortes, o que significaria menos 25 mil óbitos em 15 anos.

Ao mesmo tempo, a gravidade dos eventuais ferimentos em caso de acidente será, com certeza, muito menor.

Os sinistros na estrada em Portugal acontecem todos os dias, como todos sabemos. 

Assim, é importante para a segurança que se tenta contrariar as principais causas de acidente no nosso país

Importa referir que a partir do ano de 2024 estes limitadores de velocidade serão impostos a todos os carros em comercialização, não importando o ano em que foram produzidos.

 

Como funcionam os limitadores de velocidade

Para um automóvel limitar a velocidade a que circula, terá de saber, como é óbvio, qual é o limite vigente na estrada em que se encontra.

Tal pode ser feito através de dois processos:

  • Através de GPS (tecnologia de navegação), onde se consegue obter a informação da localização exata de um automóvel, além do seu destino. Assim, o GPS poderá acompanhar os condutores em todos os momentos, e, com acesso a uma base de dados, ir passando constantemente a informação sobre o limite máximo da velocidade a que deve circular.
  • Através de uma câmara, que apoiada num software, consiga saber os limites de velocidade da estrada em que o veículo se encontra. Assim, consoante se muda de estrada, a mesma câmara conseguir detetar os novos limites máximos de velocidade.

 

O primeiro sistema, por GPS, vai depender da base de dados que seguir, isto é, se esta for bastante completa e com as atualizações mais recentes, terá todo o sucesso e manterá a segurança na estrada.

Se tal não acontecer e a base de dados estiver constantemente desatualizada, os limitadores de velocidade não poderão funcionar corretamente.

O segundo sistema, a câmara, apenas funcionará de uma forma reativa, isto é, só após entrar numa nova estrada conseguirá obter a informação sobre o limite de velocidade.

Assim, quem vai a conduzir nunca poderá saber em antecipação o limite de velocidade que terá de seguir numa certa estrada.

Como deve estar a imaginar, tudo isto gera alguma polémica.

Iremos abordá-la já de seguida.

 

A polémica relacionada com os sistemas

Em primeiro lugar, surgiram polémicas relacionadas com os eventuais pesados custos destes sistemas, tanto para os fabricantes como eventualmente para os condutores.

No entanto, um especialista em segurança da marca Ford, Roland Schaefer, nega a ideia de ser necessário um grande investimento, até porque muitos dos automóveis já possuem os sistemas que serão necessários para a aplicação desta nova medida.

Por outro lado, alerta para o facto de eventuais problemas de confusão na leitura das placas que apontem para os limites de velocidade.

Assim, chega-se à conclusão de que ainda há trabalho pela frente para a aplicação correta desta nova lei, até porque há que criar um padrão no uso da tecnologia por parte dos fabricantes automóveis.

O sistema irá avisar que o condutor está em excesso de velocidade através de sinais sonoros inicialmente.

De seguida, caso não seja respeitado, poderá dificultar o aumento da velocidade, não se sabendo, até agora, como tal será feito.

Por fim, apesar de ser sempre ativado ao ligar o carro, o assistente inteligente de velocidade poderá ser desligado pelo condutor.

Isto por questões de segurança, já que ainda há que desenvolver ainda mais este sistema.

A Comissão Europeia pretende ativar esta medida e daqui a dois anos avaliar os seus resultados e impacto.

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