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Comprar carro em 2026: novas exigências de segurança, ADAS e o que deve verificar
AQUI PODERÁ LER:
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O QUE MUDA EM 2026 PARA QUEM VAI COMPRAR CARRO?
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AS REGRAS DE SEGURANÇA JÁ ESTÃO A IMPACTAR OS CARROS VENDIDOS EM PORTUGAL
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QUE SISTEMAS DE SEGURANÇA SÃO HOJE OBRIGATÓRIOS NOS CARROS NOVOS?
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O QUE DEVE VERIFICAR NESTES SISTEMAS ANTES DE COMPRAR CARRO
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COMPRAR CARRO NOVO OU USADO EM 2026: HÁ DIFERENÇAS NA SEGURANÇA?
Comprar um carro usado pode ser um desafio, porque um bom negócio depende do equilíbrio entre o baixo custo de compra (comparado aos carros novos) e a fiabilidade da viatura. Por vezes, como não se sabe ao certo como foi o carro usado no passado, a compra de carros usados é um jogo de sorte. No entanto, pode correr menos risco caso opte por marcas que garantam a confiabilidade, desempenho e conforto – veja aqui os carros mais fiáveis.
Embora o objetivo principal na compra de um usado seja poupar, há aspetos cruciais que nunca devem ser desvalorizados, sendo a segurança automóvel o mais importante. Os ADAS (Advanced Driver Assitence Systems), ou Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor, são uma das tecnologias incorporadas para ajudar o condutor. Estas reduzem o risco de acidentes, apoiam na condução e tornam as viagens mais confortáveis. Sendo que muitos destes sistemas já são obrigatórios em todos os modelos novos a partir de 6 de julho de 2024, pode ser interessante escolher e procurar estas opções no mercado de carros usados.
Fique com a Seguropordias.pt para perceber o que vale a pena verificar antes de comprar um carro usado. As nossas dicas poderão salvar-lhe euros no futuro!
O que muda em 2026 para quem vai comprar carro?
Em 2026, e no seguimento dos esforços governamentais para a transição verde, mantêm-se os apoios financeiros à compra de carros elétricos, sejam eles o subsídio financeiro direto sobre o preço de aquisição ou os benefícios fiscais permanentes, que têm impacto no custo total da viatura ao longo do tempo.
Existem vários aspetos a ter em conta na compra de carros em 2026:
Imposto Sobre Veículos (ISV): É pago na compra de um carro novo ou importado no momento da primeira matrícula e é calculado tendo em conta a cilindrada e emissões de CO2. Em 2026, os automóveis híbridos plug-in beneficiam de uma redução de 75% no ISV.
Imposto Único de Circulação (IUC): É obrigatório e de pagamento anual, e depende também de vários fatores. Em 2026, as taxas de IUC mantêm-se iguais e também os carros 100% elétricos continuam isentos de pagamento.
Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA): Também pode estar incluído se estiver a comprar um carro novo e do stand, sendo o IVA de 23% (incluído no preço de venda). Se a compra for entre particulares esta taxa não se aplica. Para empresas, esta taxa pode ser deduzível.
Imposto de Selo: Aplica-se sobretudo em contratos de crédito automóvel.
Custos Administrativos de registo e/ ou legalização: Como é exemplo o pedido do Documento Único Obrigatório (DUA), pedido de matrícula, entre outros.
Seguro Automóvel Obrigatório: Necessário para que possa circular legalmente na estrada. A lei exige que cada automóvel tenha, pelo menos, um seguro de responsabilidade civil para assegurar a cobertura dos danos causados a terceiros, em caso de acidente.
Apesar de não haver grandes alterações, é preciso considerar que o custo de adquirir um carro vai além do preço de venda. É necessário garantir orçamento para as despesas subsequentes.
As regras de segurança já estão a impactar os carros vendidos em Portugal
Os carros vendidos em Portugal seguem as normas impostas pela União Europeia e, em específico, pela organização Euro NCAP (European New Car Assessment Programme). Esta é responsável por avaliar a segurança automóvel na Europa e implementa vários protocolos de segurança que devem ser seguidos. Em 2026, foi feita uma grande revisão e é reforçada a importância dos ADAS. As mudanças mais significativas são as seguintes:
Condução segura: Capacidade de o automóvel ajudar o condutor a manter uma condução estável e livre de distrações através de sistemas de monitorização do condutor, deteção de fadiga e distração e intervenção da máquina. Serão penalizados os veículos que dependam exclusivamente de ecrãs táteis.
Impedição de acidentes: Será testada a capacidade de evitar acidentes através de sistemas como: travagem automática de emergência, assistência à manutenção na faixa, deteção de peões, ciclistas e motociclistas, entre outras.
Proteção em caso de acidente: São realizados testes de colisão e é avaliada a proteção para ocupantes de diferentes tamanhos e idades, a proteção de peões e ciclistas e proteção de zonas críticas, como o para-brisas e extremidades frontais.
Segurança pós-acidente: O veículo tem de ser capaz de garantir um resgate rápido e seguro e, por isso, as portas e comandos elétricos devem continuar funcionais, os sistemas de aviso e localização mais precisos, haver isolamento seguro da bateria dos carros elétricos e o alerta de emergência capaz de comunicar o número de ocupantes.
A classificação da segurança automóvel passa a estar dividida nestes quatro domínios, cada um avaliado de forma independente, mas todos necessários para a venda do automóvel no mercado europeu. Desta forma, o Euro NCAP procura adaptar-se à evolução tecnológica dos automóveis e às novas exigências da sociedade.

Que sistemas de segurança são hoje obrigatórios nos carros novos?
Os sistemas de segurança são cada vez mais comuns, complexos e avançados no setor automóvel, tendo como objetivo aumentar a nossa segurança na estrada e reduzir drasticamente os acidentes mortais. Por isso, todos os carros novos matriculados devem incluir um conjunto de ADAS para melhorar a segurança rodoviária:
Assistência Inteligente à Velocidade: Alerta ao condutor quando ultrapassados os limites permitidos, para que sejam evitados excessos;
Travagem de Emergência Automático: Deteta presença de obstáculos à frente do veículo e aplica os travões automaticamente se o condutor não o fizer;
Câmara de Marcha-atrás: Câmaras e/ ou sensores que detetam obstáculos, de forma a reduzir acidentes por falta de visão clara da traseira;
Monitorização da Atenção do Condutor: Monitoriza se o condutor está distraído e emite alertas caso detete sinais preocupantes;
Sistemas de Emergência e e-SOS: Sistema de chamada de emergência automática que contacta os serviços de emergência em caso de acidente grave, reduzindo assim o tempo de resposta e salvando vidas.
Assistência à Manutenção na Faixa de Rodagem: Avisa o condutor quando este sai da faixa de rodagem ou até correção automática da direção.
Estas são algumas das novas tecnologias obrigatórias e as mesmas são altamente vantajosas porque garantem a segurança automóvel.
O que deve verificar nestes sistemas antes de comprar carro
Se vai comprar uma viatura, seja ela usada ou nova, e preza pela sua segurança, é crucial garantir que os sistemas ADAS estão atuais e funcionais. Verifique os seguintes aspetos:
Teste prático: Faça um test drive para confirmar se as funcionalidades ADAS reagem corretamente em estrada;
Histórico de sinistros: Peça o registo de acidentes para perceber se houve danos graves que possam ter comprometido os sensores ou câmaras;
Manual do proprietário: Consulte-o para identificar exatamente quais os sistemas que equipam esse modelo específico;
Comprovativos de calibração: Confirme na documentação se os sistemas foram calibrados segundo as normas do fabricante;
Inspeção técnica: Agende um diagnóstico num centro de calibração ADAS certificado.
Comprar veículos usados com ADAS pode ser um desafio porque qualquer desalinhamento nestes parâmetros compromete a segurança e a experiência de condução. Além disso, tenha em conta que os custos de reparação e calibração destes sistemas são, habitualmente, elevados.
Comprar carro novo ou usado em 2026: há diferenças na segurança?
Ao optar por um modelo novo de 2026, beneficia obrigatoriamente do novo regulamento GSR2 (General Safety Reglation 2), que define o equipamento de segurança mínimo que um carro tem de ter para poder ser vendido no mercado europeu. Este exige a presença de tecnologias avançadas, como a caixa negra, o assistente de velocidade inteligente e sistemas de travagem autónoma mais precisos. Além disso, os modelos lançados este ano seguem as novas diretrizes do Euro NCAP, que avalia a eficácia dos sistemas de segurança de 0 a 5 estrelas, e pressionam os fabricantes a irem além do mínimo legal.
Por outro lado, um carro usado, mesmo que relativamente recente, tem uma tecnologia já ultrapassada. Por isso, a segurança destes carros depende também da manutenção e calibração dos sensores ao longo do tempo.
Se a segurança tecnológica é a sua prioridade absoluta, um carro novo de 2026 oferece um salto geracional importante face a um usado com apenas 4 ou 5 anos.
Autores
Cláudia Lourenço
Licenciada em Gestão em 2022 pela Universidade do Minho, começou a trabalhar na empresa logo após a conclusão do seu estágio profissional, também ele ... Más sobre Cláudia Lourenço