O Efeito Elefante: o que é e como evitá-lo

A segurança deve estar acima de tudo

segunda, 12 de abril de 2021

Se já conduz há algum tempo, provavelmente já ouviu falar no efeito elefante.

O nome ficou muito conhecido em França, mas cá em Portugal não é um termo muito difundido.

Desta forma, explicaremos em que consiste.

 

O que é o efeito elefante?

É o efeito que ocorre quando, num acidente de trânsito, um passageiro nos bancos traseiros é lançado para a frente e atinge com força os passageiros sentados da frente.

A força do impacto varia, obviamente, em função do peso do passageiro e da velocidade com que o veículo se desloca no momento da travagem ou do acidente.

Em qualquer caso, seja qual for o peso ou a velocidade, a força do impacto costuma ser enorme.

Na maioria dos casos, costuma causar lesões graves ou consequências ainda piores.

 

Como evitar o efeito elefante?

O grande problema do efeito elefante é que, regra geral, atinge mais de uma pessoa, pois o risco abarca tanto o passageiro, que é arremessado, quanto aquele que recebe o impacto.

A forma de evitar o efeito elefante é muito simples: usar sempre o cinto.

Certamente leu isto e está a pensar: ainda há pessoas que entram no carro e não colocam os cintos de segurança?

Pois, sim. Há. E muito mais do que gostaríamos.

No ano de 2020, cerca de 25% das infrações registadas no nosso país está relacionada com a ausência do cinto de segurança.

 

Multa por não usar o cinto

Não usar cinto de segurança em Portugal dá origem a multa, obviamente.

É considerada uma contra-ordenação muito grave, e o valor da multa pode ir dos 120€ até aos 600€.

O condutor perderá, ainda, 3 pontos na sua carta de condução.

Isto ocorre no caso de quem praticou a infração ser o motorista. 

E se a pessoa sem cinto for um passageiro? Se for maior de idade, será ele o responsável pelo pagamento da multa.

Mas o que nos deve preocupar não é, claro está, o valor da multa ou os pontos que serão retirados, mas as horríveis consequências que um acidente pode ter se estivermos desprotegidos.

Por isso, condutores e passageiros devem ser firmes e transformar o hábito de usar o cinto de segurança em gesto automático sempre que entrarmos no carro, seja em que posição do carro estiverem.

 

Lesões comuns causadas pelo efeito elefante

Para se ter uma ideia da magnitude: um acidente a apenas 50km / h, o peso do passageiro traseiro no momento de colidir com outro passageiro pode ser de 1.500kg.

Como pode imaginar, as consequências de um impacto deste tipo, somados aos demais danos causados ​​por um acidente de trânsito, podem ser ferimentos graves ou mesmo fatais devido a um impacto que o corpo humano não pode suportar.

Um risco demasiado perigoso por não colocar o cinto de segurança.

 

Quando é permitido não usar cinto de segurança?

O cinto de segurança é obrigatório desde o ano de 2006, em todos os veículos e em todos os passageiros, desde que a viatura esteja equipada com os mesmos.

No entanto, existem situações em condutores e passageiros estão isentos de usar este mecanismo de segurança.

Segundo o artigo 2.º da Portaria n.º 311-A/2005, estão isentos da obrigatoriedade de instalação de cintos de segurança/ do uso de cinto de segurança:

- Nos bancos da frente, os carros ligeiros de passageiros e mistos matriculados antes do dia 1 de janeiro de 1966 e os restantes carros ligeiros matriculados antes do dia 27 de maio de 1990;

- Nos bancos traseiros, os carros ligeiros matriculados antes de 27 de maio de 1990;

- As máquinas industriais e os veículos agrícolas e segurança;

- Taxistas;

- Condutores de automóveis ligeiros de aluguer, letra A, letra T;

- Dentro das localidades, os condutores de veículos de bombeiros e de polícia, e também os agentes de autoridade e bombeiros quando são transportados nesses veículos;

- Pessoas que possuem um atestado médico de isenção por graves motivos de saúde, tendo este sido passado pela autoridade de saúde da área da sua residência.

 

De onde vem o nome do efeito elefante?

Há alguns anos, surgiu em França uma campanha para aumentar a consciencialização sobre o uso de cintos de segurança na parte traseira dos veículos.

Para chamar a atenção, associaram o peso que o passageiro que sofre com o impacto teria que suportar ao peso de um elefante.

Dessa forma, diziam: "Não ande com um elefante no banco de trás."

 

Esperamos ter ajudado com este artigo! Não hesite em contactar-nos se tiver dúvidas ou sugestões.

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