BLOG SEGUROPORDIAS.PT

Se já utiliza a sua viatura há bastante tempo é normal que o seu mecânico já lhe tenha falado na correia de distribuição e na importância de a substituir. Não pense que é mais uma troca desnecessária ou invenção de um problema irrelevante, é realmente essencial. As correias de distribuição têm um tempo de vida útil que varia conforme o fabricante e, após uma determinada quilometragem, devem obrigatoriamente existir a substituição da correia.

A correia de distribuição é uma das peças que constitui o motor do carro e, apesar de não estar à vista desarmada quando abre o capot, vai perceber ao longo deste artigo que é o componente mais importante de todo o compartimento.

Correia de distribuição

Mantenha-se neste artigo da Seguropordias.pt para saber o que é a correia de distribuição, quando fazer a substituição da correia e as consequências de não o fazer. Mantenha o seu carro a funcionar de forma eficiente e segura!

O que é a correia de distribuição?

A correia de distribuição é o elemento responsável pela sincronização do movimento de todos os componentes móveis do motor do carro. A sua função é coordenar o movimento de várias peças do motor, entre elas os pistões, as válvulas e também da bomba de água.

Assim, estes vários elementos só funcionam se a correia de distribuição estiver em perfeitas condições de operação, daí a sua extrema importância no motor.

A correia de distribuição fica na lateral do motor, protegida por uma cobertura protetora que geralmente é uma tampa de plástico ou metal (normalmente de cor preta). Nos carros com motor transversal, que é o caso da maioria dos carros modernos, esta tampa fica do lado direito do motor. Por outro lado, nas viaturas com motores longitudinais, a correia fica na parte da frente do motor.

Por não ser visível, o acesso direto à correia de distribuição exige a remoção da cobertura protetora e de outros componentes do motor, sendo uma tarefa recomendada para mecânicos profissionais. Não confunda com a correia de acessórios, que é visível e move outros componentes, como o alternador e o ar-condicionado, mas que é outro elemento totalmente diferente.

Normalmente a correia de distribuição é feita de borracha reforçada, principalmente por dois motivos: menor ruído enquanto o motor está em funcionamento e redução dos custos de fabrico.

Como é constituída a correia de distribuição?

A correia é composta por várias camadas e diferentes matérias para que consiga suportar elevadas tensões, calor e desgaste. É composta por:

  • Borracha exterior: protege contra agentes externos;

  • Fios internos (reforços): de fibra de vidro ou Kevlar, que dão força e evitam que a correia estique;

  • Dentes na parte interna: também de borracha reforçada e cobertos por tecido de nylon. Os dentes encaixam nas rodas do motor e impedem que a correia escorregue.

O motor do carro a quatro tempos (o mais comum) funciona com quatro movimentos principais dentro dos cilindros. Esses movimentos são feitos pelos pistões, e a correia de distribuição garante que as válvulas abrem e fecham no momento certo durante cada fase.

  1. Quando o pistão desce a válvula de admissão abre e deixa entrar ar e combustível;

  2. O pistão sobe e as válvulas fecham para a mistura se comprimir dentro do cilindro;

  3. A vela de ignição provoca uma faísca e inflama a mistura. O gás em expansão empurra o pistão para baixo e gera força mecânica;

  4. O pistão depois sobe novamente e a válvula de escape abre para os gases serem expulsos.

Portanto, para que o motor funcione a correia de distribuição tem de garantir a ligação entre a cambota (que move os pistões) e o eixo de cames (que abre e fecha as válvulas).

O sistema de distribuição, que garante o movimento descrito, é composto de outros elementos para além da correia de distribuição, sendo eles:

  • Tensor: garante que haja tensão constante na correia para que ela se mantenha no alinhamento e garante bom funcionamento das roldanas, assegurando a precisão do movimento;

  • Rolos de guia: ajudam a orientar o movimento e reduzem o atrito;

  • Bomba de água: faz circular o líquido de arrefecimento, mantendo a temperatura do motor sempre nivelada à temperatura de referência ideal de 90 ºC.

Juntos, estes elementos trabalham com precisão para manter o motor em ótimo estado. Qualquer desajuste ou falta de manutenção pode provocar problemas graves. Por exemplo, se a correia partir, saltar dentes ou ficar frouxa, o sincronismo entre pistões e válvulas perde-se, e isso pode causar graves danos ao motor, porque os pistões podem bater nas válvulas.

Quando mudar a correia de distribuição

A correia de distribuição é fabricada para que proporcione um serviço adequado durante muito tempo. Por isso é que é fabricada com materiais duradouros e resistentes, como borracha e nylon.

Normalmente, o tempo estimado de duração das correias de distribuição encontra-se nos 100 000 quilómetros percorridos, pelo que, após ultrapassada este valor, é recomendável que a substitua. Convém ter em consideração que se não usa o carro com muita frequência será melhor guiar-se por outro indicador. Verificar a cada 5 anos se a substituição da correia é necessária.

Apesar da regra geral, cada veículo tem condições específicas de revisão em relação à distribuição do motor, que podem oscilar bastante e, nalguns modelos, a substituição ser apenas necessária acima dos 200 mil quilómetros.

Como vimos anteriormente, o sistema de distribuição é composto por outros elementos. Por isso, também nestes deve ser considerada a necessidade de substituição, como por exemplo, os tensores e a bomba de água, para que não coloquem em risco o resto do sistema.

Como se trata de uma intervenção dispendiosa, a maioria dos profissionais assinala a substituição da correia de distribuição através de um autocolante colocado no motor, onde consta a data ou a quilometragem da troca.
Na ausência desse registo, apenas a deterioração visível ou a falta de tensão da correia podem indicar a necessidade de substituição.

Atente nos seguintes sinais que permitem perceber o mau funcionamento da correia de distribuição e necessidade de substituição:

  • Danos físicos

De facto, a forma mais fácil de saber se a sua correia de distribuição está danificada e precisa de substituição é analisá-la visualmente. No entanto, devido ao seu difícil acesso, esta poderá não ser a forma mais fácil, mas eis o que deve ter em conta: desgaste na correia, rachas nas partes dentadas e cores mais claras do que o original.

  • Ruído à volta do motor

Se o motor está a produzir um barulho anormal e de forma repetida poderá ser devido ao mau estado da correia de distribuição.

  • Motor com vibrações

Caso a correia de distribuição esteja em mau estado, é bastante provável que vá sentir vibrações estranhas no motor, até quando o seu automóvel está parado, mas a trabalhar.

  • Dificuldade ao arrancar

Se das últimas vezes que ligou o carro sentiu que o arranque custou mais que o normal, deverá ser porque a correia de distribuição tem de ser substituída.

Correia de distribuição: Quando trocar?

Consequências ao não substituir a correia de distribuição

Como temos vindo a realçar até aqui, é muito importante que substitua a correia de distribuição quando chegar a altura. Se não o fizer, ela irá apresentar os sinais de fadiga que listamos acima e pode mesmo chegar ao limite e rebentar, comprometendo todo o motor do automóvel.

Os preços do kit de uma correia de distribuição variam entre os 20€ e os 80€, somando a um custo de mão de obra entre os 300€ e os 500€, podendo ainda atingir valores mais elevados consoante a cilindrada do automóvel em questão. Apesar de lhe parecer uma quantidade avultada saiba que se não proceder à sua substituição em tempo útil poderá estar a causar danos muito mais graves ao seu motor, e estes com preços de arranjo muitíssimo superiores.

Não poupe e não o tente fazer por si. Apenas um mecânico profissional sabe fazer esta troca, pelo que o conselho da Seguropordias.pt é que se dirija à sua oficina de confiança.

Autores

autor

Gonçalo Meira

Um excelente profissional com formação em Ciências da Comunicação e um mestrado em Gestão da Comunicação e das Indústrias Criativas. A sua dedicação p... Más sobre Gonçalo Meira

autor

Cláudia Lourenço

Licenciada em Gestão em 2022 pela Universidade do Minho, começou a trabalhar na empresa logo após a conclusão do seu estágio profissional, também ele ... Más sobre Cláudia Lourenço

Artigos relacionados

Contrate o seu seguro temporário online em 5 minutos. Sem registos e desde qualquer dispositivo